USO DE FERRAMENTAS DE GESTÃO DE PROJETOS PARA DEFINIÇÃO DE ESTRATÉGIAS MUNICIPAIS DE REDUÇÃO DE RISCOS DE DESASTRES

  • Daniel Pericles de Oliveira Bland de Freitas Engenheiro Civil, Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Marcos Barreto Mendonça Doutor em Engenharia Civil, Professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Gilberto Olympio Mota Fialho Professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro / Doutor em Engenharia Civil pela UFRJ
Palavras-chave: Defesa civil, Redução de Riscos de Desastres, Gestão de Projetos, Tanguá

Resumo

É comum enfrentar dificuldades na execução de ações de redução de riscos de desastres na gestão municipal. Para atenuar essa situação, o uso de métodos de gestão se torna atrativo para, principalmente, identificação de entraves e busca de soluções. Com esse foco, as ferramentas “Modelo Canvas”, “Brainstorming”, Matriz GUT e Matriz de Preferência podem ser usadas para mapear as ações da Defesa Civil, o nível de prioridade de cada problema e as soluções mais indicadas a partir da participação interinstitucional dos órgãos envolvidos na gestão municipal de riscos de desastres. O presente trabalho apresenta um estudo de caso do Município de Tanguá, situado na região metropolitana do Rio de Janeiro, tendo como foco os riscos associados a inundações e deslizamentos. São descritas as diversas etapas para a aplicação do método em 2018 e as ferramentas empregadas. Os resultados mostram que os problemas à serem priorizados no município foram “Fiscalização do uso e ocupação do solo”, “Recursos financeiros para ações de redução de riscos” e “ Interação dos órgãos públicos entrei si e com a população”. Por sua vez, as soluções mais indicadas foram “Realizar mapeamento de riscos”, “Aumentar a eficiência de procedimentos de loteamentos”, “Buscar ações contínuas de captação de recursos” e “Capacitação e educação da sociedade sobre riscos e sua gestão”.

Biografia do Autor

Marcos Barreto Mendonça, Doutor em Engenharia Civil, Professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduado em Engenharia Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1987), com mestrado (1990) e doutorado (2000) em Engenharia Civil (área de Geotecnia) pela COPPE/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É Professor Associado do Departamento de Construção Civil (DCC - Setor de Geotecnia) da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É professor da graduação em Engenharia Civil e dos programas de pós graduação em Engenharia Ambiental (PEA) e em Engenharia Urbana (PEU) da UFRJ, do Programa de Pós Graduação em Engenharia Civil da COPPE/UFRJ e do Programa de Pós-Graduação em Defesa e Segurança Civil da Universidade Federal Fluminense (UFF). Recebeu o Prêmio IGS/Chapter Brasil - Biênio 1999/2000, concedido pela International Geosynthetics Society.Realiza trabalhos científicos e de consultoria na área de Geotecnia, principalmente em estabilidade de taludes, contenções, obras de infra-estrutura, geossintéticos, barragens e redução de riscos de desastres associados a deslizamentos. Tem artigos publicados em periódicos e em anais de congressos nacionais e internacionais. Desenvolve projetos de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico financiados por órgãos de fomento científico e tecnológico. Coordena projetos de extensão na área de redução de riscos de desastres, principalmente nas subáreas de divulgação científica e educação formal e não-formal. Desenvolveu produtos e processos com pedidos de patentes depositados no INPI.

Gilberto Olympio Mota Fialho, Professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro / Doutor em Engenharia Civil pela UFRJ

D.Sc., Engenharia Civil - Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1973), mestrado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1980) e doutorado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1999). Atualmente é professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência nas áreas de Engenharia Oceânica e Engenharia de Transportes, com ênfase em Engenharia Costeira e Portuária.

Publicado
2020-06-09
Seção
Interdisciplinares