CLIMA URBANO E SUA INFLUÊNCIA NA SAÚDE PÚBLICA DE ARACAJU, SE

  • Marcio Jardel da Conceicao Universidade Federal de Sergipe, UFS
  • Hélio Mário de Araújo Universidade Federal de Sergipe, UFS

Resumo

As intervenções antrópicas modificam o meio natural substituindo a cobertura vegetal do solo por camadas artificiais impermeabilizadas para dar lugar à construção de cidades alterando a atmosfera local, além de estimular o surgimento de fenômenos como ilhas de calor, inversão térmica, assim como, facilitar o surgimento de doenças na sociedade em geral. Diante desse contexto, a pesquisa visou analisar as doenças cardio-respiratórias no espaço urbano de Aracaju decorrentes das interferências climáticas locais no período de 2006 a 2015. A metodologia adotada baseou-se no modelo de Análise Rítmica desenvolvida por Monteiro (1976) com o intuito de relacionar fatores climáticos e enfermidades. Para alcançar os objetivos propostos coletou-se dados do clima no INMET, e analisou-se aproximadamente 23 mil prontuários das enfermidades (pneumonia, asma, arritmia cardíaca, insuficiência cardíaca e infarto do miocárdio) no Hospital Universitário – HU-UFS. Os resultados mostraram que o número de casos das doenças cardiovasculares se concentrou nos meses mais quentes do ano influenciados pelo clima urbano, enquanto as ocorrências respiratórias foram mais expressivas na estação do outono devido às interferências de frentes frias. Em termos de espacialização das enfermidades, os bairros da zona norte da capital foram os mais acometidos por ambas as patologias.

Biografia do Autor

Marcio Jardel da Conceicao, Universidade Federal de Sergipe, UFS

Discente da Pós-Graduação em Des. e Meio Ambiente (Mestrado) da Universidade Federal de Sergipe.

Hélio Mário de Araújo, Universidade Federal de Sergipe, UFS

Geógrafo, Doutor, Professor Titular do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Sergipe.

Publicado
2018-12-19
Seção
ARTIGOS